1º Fórum da Economia Criativa acontece em Brusque em Abril

1º Fórum da Economia Criativa acontece em Brusque em Abril

3 de fevereiro de 2020, por Vale dos Teares

Na última terça-feira (28), aconteceu na Fundação Cultural de Brusque uma reunião para tratar de parcerias para realização do 1° Fórum da Economia Criativa do Vale dos Teares. Estavam presentes na reunião representantes do Vale dos Teares Convention & Visitors Bureau, além de representantes das Fundações Culturais e Secretarias de Turismo de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento.

Economia Criativa – Que bicho é esse?
Segundo Igor Alves Balbinot, Superintendente da Fundação Cultural de Brusque, para ser definido como parte setor da economia criativa, é preciso que se gere valor ou riqueza e propicie negócios em torno de um produto ou um serviço que tenham origem na criatividade e na ação intelectual das pessoas envolvidas.

“São atividades associadas à cultura, ao conhecimento, à inovação e à tecnologia. O Brasil é considerado um dos maiores mercados para a economia criativa entre os países emergentes”.

No ponto de vista de Francine Michele Rita, executiva do Vale dos Teares Convention e Visitors Bureau, reunir os quatro municípios nessa iniciativa, possibilita que o setor se una e se fortaleça, gerando oportunidades aos envolvidos,

“Além de compreender as definições da Economia Criativa e seus impactos positivos, o evento tem como objetivo apoiar projetos, incentivar pessoas, pensando na região do Vale dos Teares, e ampliar nosso campo de atuação”, pontua a executiva.

Os dados mais recentes do BNDES apontam que, em 2015, o setor cultural movimentou R$ 155 bilhões no País, ou 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB). Cerca de 850 mil profissionais trabalham na área, segundo o banco.

Ainda segundo dados da Firjan, o PIB da economia criativa cresceu quase 70% em dez anos, acima dos 36,4% registrados pela economia brasileira como um todo.

O governo federal estima em 450 mil o número de empresas atuando em setores ligados à economia criativa, o equivalente a quase 8% das firmas existentes no Brasil.

No Brasil, se considera 20 setores dentro da Economia Criativa: artes cênicas, música, artes visuais, literatura e mercado editorial, audiovisual, animação, games, software aplicado à economia criativa, publicidade, rádio, TV, moda, arquitetura, design, gastronomia, cultura popular, artesanato, entretenimento, eventos e turismo cultural.

Pensando sobre a importância econômica destes setores da economia criativa, a Fundação Cultural de Brusque está em fase de reuniões e planejamento juntamente com  apoiadores para a realização do 1º Fórum Regional da Economia Criativa, no final de Abril deste ano.

O evento tem como objetivo conscientizar os profissionais destes setores sobre sua importância econômica, aproximar os profissionais destes setores, além de trazer informações relevantes sobre esse conceito e seus setores econômicos.

“Somente no município de Brusque, hoje dentre as 20 áreas consideradas setores dentro da Economia Criativa, podemos citar alguns que merecem grande destaque, devido a sua relevância econômica para o município e região, são eles: moda, design, arquitetura, audiovisual, animação, games, publicidade, rádio, entretenimento e eventos, artes em geral”, relata o superintendente.

Levando em consideração dados da FECAM, sobre o PIB de 2018, somente no município de Brusque os setores ligados a economia criativa geraram cerca de 200 milhões. Ou seja, um montante maior do que boa parte dos setores econômicos do município de região.

O evento ocorrerá no final de abril em dois dias, em local que ainda será divulgado. No primeiro dia acontecerá a Conferência Municipal de Cultura e Eleição de Conselheiros para nova Gestão do Conselho Municipal de Cultura de Brusque, já no segundo dia começa o 1° Fórum da Economia Criativa do Vale dos Teares, que contará com palestrantes dos setores público e privado.

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